A MINHA ALMA AMOU A SUA

Sem amor eu nada seria.
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Quem não se perguntou em algum momento ou outro: eu sou um monstro ou isto é o que significa ser uma pessoa?
Clarice Lispector.  (via inverbos)

Chega um momento em que nós envelhecemos. As olheiras começam a ficar mais escuras, os poros se abrem, o colágeno da pele não é mais o mesmo. Perdemos um pouco do sorriso matinal, um pouco da vontade de nos arrumarmos antes de sairmos de casa. O corpo começa a fraquejar, o joelho dói. Mas, lá no fundo da alma, ainda carregamos uma porção de afetos e sentimentos dos nossos quinze ou dezesseis anos. Ainda carregamos o “não saber lidar” quando estamos apaixonados, o “não saber controlar o estômago e o coração” quando nos sentimos felizes - ou profundamente tristes -. Hoje, com quase 22 anos, vim aqui escrever. Há um tempo, não usava as teclas do computador para falar sobre os sentimentos. A rotina nos engole: necessidade de encontrar um emprego, de conseguir uma graduação, de sair da casa dos pais. Os olhos vagam pelas ruas e bares, as línguas se entrelaçam entre desconhecidos. E envelhecemos. Sinto isso na ponta dos meus dedos, na ponta dos meus pés, no meu nariz que reclama o excesso de sol. E o tempo corre, e, acredite, ele passa muito rápido. Quando nos damos conta, não há muitos sonhos seguindo conosco neste breve caminho de pedras duras e tortas. Quando nos damos conta, o café esfriou na xícara, as notícias se perdem nos papéis, que passam a ser substituídos pelo computador. A vida passa a ser um grande amontoado de quedas rotineiras, e “nãos” que nos abraçam, e nos afetam. E então nos lembramos, meus amigos, que, afinal, éramos felizes e não sabíamos. 

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